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EXERCÍCIO 1
Para iniciar o dimensionamento do trecho, é necessário compreender a relação entre os estudos de tráfego e a Classificação Técnica da rodovia, para então aplicar essa classificação na definição da Velocidade de Projeto (Vp) que orientará o restante do projeto geométrico.
Dados para o Exercício 1
Contagem volumétrica de tráfego (24 horas), realizada na seção de controle da diretriz projetada:
-Veículos de Passeio (VP): 560 veículos/dia;
-Veículos Comerciais Rígidos (CO): 140 veículos/dia;
-Semirreboques e Reboques (SR/RE): 40 veículos/dia;
-Motocicletas (M): 60 veículos/dia;
-Relevo predominante da região: Ondulado.
Item A (Teórico) — Correlacione os conceitos de Unidade de Tráfego Misto (UTM) e Unidade de Carro de Passeio (UCP) com o processo de Classificação Técnica de uma rodovia. Em sua resposta, explique por que o DNIT adota a UTM — e não a UCP — como parâmetro de referência para a definição da classe técnica de projeto, mesmo em rodovias com expressiva presença de veículos pesados.
Item B (Prático) — Com base nos dados de contagem de tráfego apresentados, calcule o Volume Diário Médio (VDM) da rodovia projetada em Unidade de Tráfego Misto (UTM) e em Unidade de Carro de Passeio (UCP). Apresente o memorial de cálculo completo.
Item C (Prático/Tomada de Decisão) — A partir do VDM calculado no item anterior e considerando o relevo Ondulado da região, defina:
(i) a Classe de Projeto da rodovia;
(ii) a Velocidade de Projeto (Vp) a ser adotada no dimensionamento geométrico do traçado;
(iii) a largura da faixa de rolamento correspondente a essa classe e a esse relevo. Justifique tecnicamente sua escolha, indicando os critérios normativos utilizados.
EXERCÍCIO 2
Definida a Velocidade de Projeto no Exercício 1, sua equipe deve agora dimensionar a curva horizontal simples identificada no trecho, verificar as condições de segurança quanto à visibilidade e à necessidade de superelevação e, por fim, dimensionar a movimentação de terra decorrente da solução técnica adotada para o trecho.
Dados para o Exercício 2
Estaca do Ponto de Interseção das Tangentes (PI): [80 + 10,00]
Ângulo Central da curva (AC), igual à deflexão entre as tangentes: 40°
Raio da curva horizontal simples adotado (R): 250,00 m
Declividade longitudinal do trecho (rampa em aclive): i = +2%
Distância de visibilidade efetivamente disponível no interior da curva, medida em campo pelo levantamento topográfico (parcialmente obstruída pelo talude de corte): 85,00 m
Volume de aterro compactado necessário para a plataforma da via nas proximidades da curva: 1.200,00 m³
Volume de corte gerado pelo rebaixamento do talude, em estado natural, estimado em projeto: 1.000,00 m³
Fator de Contração (Fc) do solo do talude de corte: 0,80
Fator de Homogeneização (FH) do solo da jazida mais próxima, a ser utilizada apenas se houver necessidade de volume complementar de aterro: 1,20
Item A — Calcule a Tangente da Curva (T) e o Desenvolvimento da Curva (D), considerando o Raio (R) e o Ângulo Central (AC) fornecidos.
Item B — Utilizando o resultado do item anterior, determine as estacas correspondentes ao Ponto de Curva (PC) e ao Ponto de Tangente (PT), sabendo que a estaca do PI é [80 + 10,00].
Item C — Verifique se a curva horizontal projetada atende às condições mínimas de segurança, considerando dois critérios: (i) a Distância de Visibilidade de Frenagem, comparando o valor exigido para a Velocidade de Projeto definida no Exercício 1 com a distância disponível em campo; e (ii) a obrigatoriedade de adoção de Superelevação, verificando se o raio adotado dispensa esse elemento para a Velocidade de Projeto em questão e, caso não dispense, indicando o valor de superelevação a ser adotado conforme os critérios do DNIT.
Item D — Em razão da insuficiência de visibilidade identificada no item anterior, a solução técnica adotada pela equipe de projeto foi o rebaixamento do talude de corte no bordo interno da curva. Com base nos dados fornecidos e nos conceitos de terraplenagem, calcule: (i) o volume de aterro compactado gerado pelo material proveniente desse rebaixamento; (ii) o volume complementar de aterro que ainda será necessário obter em jazida, caso o material do talude não seja suficiente; e (iii) o volume de solo, em estado natural, que deverá ser escavado na jazida para suprir esse complemento. Ao final, apresente uma conclusão técnica sobre a viabilidade econômica da solução adotada para o conjunto do trecho.
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